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Claudio Tovar leva seus “Fragmentos” à Galeria Laura Alvim

Inspirado livremente nos boros japoneses, técnica de cerzimento e reaproveitamento de tecidos, Claudio Tovar apresenta seus novos trabalhos na Galeria Laura Alvim, a partir de terça-feira, 13 de junho, na exposição “Fragmentos“.

O termo japonês boro pode ser livremente traduzido como “farrapos” ou “rasgados”. Esta é a denominação dada a um método engenhoso que consiste em remendar e cerzir diferentes tecidos tingindo posteriormente o conjunto com índigo. A costura e a tecelagem constituíam as duas principais técnicas utilizadas para a criação dos têxteis boros. Para reparar as roupas danificadas ou quando da criação de grandes peças de tecidos a partir de pequenos pedaços, era utilizada uma sucessão de pequenos pontos de costura simples denominada sahiko que a partir do final do sec. XIX transformou-se numa técnica de costura decorativa que servia também para criar motivos ao reforçar os tecidos.

É a partir daí que Claudio Tovar constrói seus “fragmentos”: pedaços de roupas de um figurino de teatro, um mapa antigo , uma cortina rasgada , um velho tabuleiro de xadrez,criaturas prodigiosas como dragões, serpentes emplumadas, monstros e santos.

São também lembranças, costuradas nas telas com infinitos pontos sashiko ,misturando materiais como veludos , jeans, fios dourados , algodão e folha de ouro entre outros.

Claudio Tovar é arquiteto formado pela Universidade de Brasília, mas tem-se dedicado ao teatro projetando cenários e figurinos para diversas peças de artistas como Ney Matogrosso, Marília Pera, Antonio Fagundes, Miguel Falabella, Lucinha Lins, Aderbal Freire Filho e João Fonseca . Recebeu vários prêmios de teatro, como o Mambembe e o Bibi Ferreira, e por quatro vezes foi ganhador dos Prêmios Shell e Botequim Cultural. Atualmente, é um dos atores da série da NETFLIX baseada na Operação Lava-Jato.