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Galeria Laura Alvim recebe “Híbridas” de Marcelo Lago

A mostra "Híbridas", do artista carioca Marcelo Lago, é a atração da Galeria Laura Avim até 27/3.

A exposição traz ao público um recorte da produção artística de Lago, mediante um conjunto de trabalhos produzidos pelo artista nos últimos dois anos.

Com curadoria de Sonia Salcedo del Castillo, as obras  assemelham-se a espécies de alquimias que transformam a articulação de múltiplos vocabulários materiais – heteróclitos, inclusive –, em mediação acerca de uma natureza cíclica, inexplicável, transcendente, até.

Suas referências geométricas são rearranjadas, em sequencialidade, quer por meio de outros elementos geométricos – como se fossem expatriados da pintura –, quer por elementos kitsch – à maneira de caminhos mundanos capazes de aspirar uma dada literalidade poética ou mesmo nostalgia histórica da arte, que, imaginariamente, nos remete as obras de Marcel Duchamp, Jasper Jonhs, Jeff Kunz ou Jonh Chamberlain.

Dentre esculturas, objetos e instalações que estarão expostas, quatro séries se destacam; Poemas Topológicos da série Energias, objetos de parede feitos em chapa de alumínio e pintadas com padrões listrados, que Marcelo amassa pontualmente. Os Quase Objetos, pinturas feitas com aerógrafo sobre tecido que criam um efeito óptico de três dimensões. Os Derretidos, assemblages de objetos e figuras de plástico derretido, feitas com sobras de outros trabalhos, e os da série Energias Contundentes, duas esculturas de fibra de vidro, PVC e tinta automotiva, transpassadas por objetos de aço, que nos levam a pensar em ação e movimento.

Sobre o artista

Escultor carioca que participou da icônica exposição “Como Vai Você Geração 80?”, na EVA do Parque Lage, Marcelo Corrêa do Lago (1958) dá continuidade a uma geração de escultores do Rio.

Suas peças se integram à paisagem urbana, como “Intervenção Vermelha”, grande tubo de aço pintado que durante quatro anos “abraçou” toda a fachada da Casa de Cultura Laura Alvim , na praia de Ipanema, ou o “Grande Painel Azul” que foi feito para sua primeira exposição no Paço Imperial, mas que a pedido de seu diretor, Lauro Cavalcante, ficou instalado no atrium por 12 anos.

Tem trabalhos permanentes também no jardim da PUC Rio, na Praça Paris, Centro do Rio,onde permaneceu por três anos, no metro Barra Funda em São Paulo, no Museu da Republica em Brasilia e no jardim do Museu Mineiro em Belo Horizonte.