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“PEDRA: ENTRE O IMAGINADO E O REAL”, nova mostra na Galeria Laura Alvim

Arte abstrata, decorativa, surreal. Uma mostra onde se possa encontrar a própria intuição e desfrute de uma visão interior – as atividades psíquicas do subconsciente. Tudo por meio da arte.

Afinal, curiosamente, o que a sua mente “imaterial” imagina deixa rastros materiais, enquanto “desenha” uma parte da nossa vida. Então, como seria a forma da consciência humana?

A exposição PEDRA: ENTRE O IMAGINADO E O REAL, do artista carioca Bruno Pena, em cartaz até 29 de outubro na Galeria Laura Alvim, traz algumas dessas possíveis imagens e convida para uma reflexão – parte inconsciente, parte consciente; mas não tão real quanto você imagina.

No salão principal, as telas trazem o contraste entre a razão e o incônscio. A primeira representada por listras ou objetos geométricos e o segundo ilustrado pela abundante mistura das cores em borrões e formas primitivas.

No quarto, o instinto sexual pode ser visto. O tesão nas diferentes posições é inconsciente, enquanto as cadeiras nuas representam o istmo entre você e a sua consciência.

Assim, enquanto as abstrações nos induzem a completar os desenhos, eis que a intuição dá o “ar da graça” e o subconsciente revela a tênue fronteira entre o real e o imaginado.

Permita-se, enfim, a “destruição positiva” das representações para assimilar o que há de essencial nas coisas. O mito dá lugar à essência, a culpa à liberdade, e redefinem-se os limites da realidade.

A arte de Bruno Pedra é abstrata, com inclinação para a arte decorativa, tudo sob influência do surrealismo e da formação em filosofia, especialmente da fenomenologia.

As primeiras experiências do autor foram com desenhos, argila e talhas. Na adolescência, a principal expressão artística foi a poesia e, a partir da década de 2000, experimentou a pintura a óleo. Desde então produziu telas no Rio de Janeiro – RJ, Fortaleza – CE, Natal – RN, Porto Velho – RO e Brasília – DF, locais onde morou em função da profissão militar (Aviador).

Após 15 anos em busca do próprio “traço”, Pedra ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), no curso QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA PINTURA com o professor Luiz Ernesto. Na ocasião, aprimorou as técnicas de produção artística contemporânea e a capacidade de reflexão crítica sobre os aspectos históricos e conceituais da pintura.