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O Nefelibato

Sobre

Era o ano de 1990, e o país voltava a ter um governo eleito democraticamente. A inflação galopante exigia medidas drásticas. A saída da nova equipe econômica foi confiscar parte da caderneta de poupança da população. Tal medida levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Esse é o caso de Anderson, que amargou outras perdas em sua vida: seu negócio (uma agência de viagens), um ente querido e um grande amor. Isso tudo leva-o a perambular pelas ruas com seu burro-sem-rabo e suas quinquilharias. Esse andarilho é a figura central de Nefelibato, monólogo de Regiana Antonini que Luiz Machado leva à cena para celebrar seus 20 anos de carreira.

O quanto de loucura é necessário para o ser humano não perder a própria vida? Essa pergunta perseguiu o diretor Fernando Philbert ao longo do processo da montagem. “Quis tratar do instinto de sobrevivência que o ser humano tem e que ele esquece que tem”, salienta o diretor antes de chamar a atenção para um certo grau de consciência que o personagem tem de sua condição: “Para não se matar ou matar alguém ele vai para a rua. Viver na rua é o caminho que ele encontrou para continuar vivo”.

Anderson é alguém que vive situações limite. Um equilibrista no fio tênue entre lucidez e loucura, vida e poesia. Outra pergunta passa a nortear ator e diretor: e o que acontece com pessoas nessa situação?

  • espaço: Teatro Rogério Cardoso
  • tipos:









  • Data: 14-10-2016 a 04-12-2016
  • Horário: De quinta a sábado, às 20h30. Domingos, às 19h30
  • Classificação etária: 12
  • Preço: Inteiras a R$ 10,00 (às quintas-feiras) e R$ 30,00 (de sexta a domingo)

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